quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Conflito interno

O que fazer quando a relação com você mesma anda abalada?


Não posso te fazer feliz. Não me peça para dar aquilo que nem eu consigo me dar. Não me peça para te amar se eu mesma não posso me dar esse amor. Aqui dentro existe um conflito: eu versus eu mesma. Eu e meus medos, minhas angústias, arrependimentos... Eu e minhas dúvidas. Eu e minhas constantes perguntas: Quem eu sou? O que quero? Para onde ir? O que fazer? A quem recorrer?
(Depoimento anônimo de uma mulher em estado conflituante)


Tudo o que vivemos é preço do que construímos. Isso é o mesmo que dizer: “o mundo dá voltas”. E a gente paga caro por essa volta que nos dá e nos tira o tempo todo.

Mas não seria tão mais fácil se tivéssemos as respostas? Não, seria mais difícil. Perguntaríamos o que fazer com elas. Como ter vários pratos à mesa e não saber qual escolher: “Quero arroz a grega, feijão preto, moqueca de camarão ou torta de frango?”. A valorização é proveniente das nossas buscas e encontros. Tão bom quanto receber todas as respostas é saber escolher o que queres para ti hoje.

Acredite primeiramente em você. Lembre-se: és aquilo que acreditas. Vamos deixar o orgulho de lado? Acreditar que você é capaz? Que pode ser tão bom quanto quer ser? Autoestima é a palavra chave para quebrar qualquer conflito interno. Pare de brigar consigo mesma, pare de querer te colocar pra fora. Faça as pazes, te aceite na cama, perdoe-se e aprenda a conviver com o seu eu. Esse é o melhor casamento. Jogue o buquê e seja FELIZ JÁ!


Crétidos da imagem


LORENA MORAIS

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Vítima do sistema

A droga diz que nós devemos sair desse sistema em que somos manipulados pela sociedade de consumo. Sistema burocrático que pensa que sabe tratar o indivíduo como tal.
A droga diz que não devemos seguir as leis do sistema capitalista, em que o governo tira da população – através dos impostos - a sua ostentação.
A droga é outro sistema, baseado nos princípios do capitalismo. Você é a massa (contingente populacional), paga impostos embutido nos “produtos”. O governo é o traficante que enriquece as suas custas, te fazendo dar o que tens e o que não tens. Pouco a pouco vais ficando dependente do sistema que lhe custa muito mais caro ainda. Custa-lhe a vida.
O tráfico de drogas é um sistema completamente egoísta porque o toma para si, não te dá oportunidade de inserção à sociedade, te afasta mais e mais do capitalismo lá fora. As fórmulas químicas instigam o individuo a querer mais e mais. A sempre buscar a satisfação, o prazer que a droga proporciona. Você fica escravo do poder. Vítima do sistema. Não é mais você que necessita usá-la, é seu organismo que pede e implora. Suas mãos tremem, as veias se alteram, seu corpo sua frio e pede: ‘sacia minha vontade, sacia minha vontade’.


Imagem retirada do blog Like a fly on a wall

Vítima do sistema! A sociedade te culpa e diz que seu lugar é sim margem da sociedade, não quer carregar uma culpa que afirma não ser dela. Não quer reconhecer que o indivíduo pertence à sociedade e que quando a constituição estabelece que a “saúde é um dever de todos e dever do estado” fica claro que o tratamento deve existir de forma gratuita e igualitária, pois o que muitos não sabem é que essa é uma doença que não tem cura, mas tratamento.
A salvação é não entrar nesse sistema nunca, nem por curiosidade, nem para quebrar as regras. Quer ficar escravo do poder?

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Poetas pelo amor



Ele: Quer namorar comigo?
Ela: Respondi que não.
Ele: Meu coração disparou.
Ela: Fiquei surpresa com a proposta.
Ele: E eu sem graça com o seu NÃO.
Ela: Não esperava tal pergunta.
Ele: E eu a sua resposta.
Ela: Te achei precipitado.
Ele: Eu gelei.
Ela: Ainda não era a hora.
Ele: Mas depois você disse SIM.
Ela: E você achou graça
Ele: Fiquei feliz.
Ela: Te dei um beijo.
Ele: Eu um abraço.
Ela: Essa conversa dá um poema.


Ele sorriu.


Por Lorena Morais

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

"Onde está Wally?"

A BUSCA POR SI MESMO



Quem é que nunca acompanhou esse clássico joguinho de origem britânica? Wally é um viajante que sempre se veste com uma camisa listrada em vermelho e branco, com um gorro nas mesmas cores, usa óculos e também possui uma bengala. Ele surgiu nos livros, já foi para as telinhas da TV e agora projeta ir para as telonas do cinema. O desafio é sempre encontrar Wally e seus pertences em meio a uma multidão e entre tantos outros objetos e lugares, fazendo-nos exercitar a capacidade de percepção, diante da tamanha ilusão de ótica criada pelo autor.

Pense em quantas vezes queremos nos tornar wallys da vida? Viajar, nos esconder dos problemas, sofrimentos, da realidade, responsabilidades, do outro, das resoluções e principalmente de nós mesmos. Mas no fundo sabemos que a ‘fuga’ nunca é a resolução para todas as nossas angústias, pelo contrário, agrava ainda mais a situação.

Partindo para o eixo da sociedade em que vivemos, o individualismo tem sido um dos sistemas mais evidentes em relação à fuga da realidade Como? Pois bem, aí está você querido leitor, conectado a este blog através de uma rede virtual. Você e este computador, notebook, ou celular. É uma atividade extremamente solitária que, se não houver um certo cuidado, aos poucos pode te afastar do convívio social. Os avanços tecnológicos têm sido um dos principais fatores responsáveis à prática do individualismo. As pessoas se fecham em si mesmas e o sistema capitalista nos leva a entender que a supervalorização do individuo nos faz viver sós. “A própria ciência mostra que é impossível ao ser humano viver isolado de outro ser humano. Somos humanos porque aprendemos, na convivência com outro humano, a ser humanos.”¹

O desafio maior está no reconhecimento do ser humano como indivíduo que sabe e deve conviver em sociedade. Não ser mais um Wally que vive se escondendo dos outros, mas compartilhar dos valores que aprende durante a sua formação como cidadão. Descobrir-se através dos desafios impostos pela vida.

Quando você se encontra as coisas realmente começam a funcionar. Todos os problemas têm soluções. Fugir não é a melhor delas. Já dizia o místico indiano Osho: “Você se esconde e aguarda ser descoberto por si mesmo”. Pratique o exercício de se encontrar todos os dias. O próprio ato da busca faz com que algo cresça dentro de você.

Por Lorena Morais



Para relembrar o famoso joguinho, clique na imagem e procure nosso viajante:





¹ ARRUDA, Abílio Tadeu. Individualismo. Disponível em: http://www.artigonal.com/evangelho-artigos/individualismo-1083103.html


quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Escolhendo escolher

"Você faz suas escolhas e as escolhas fazem você"
(Shakespeare)

Eu escolhi não casar, fazer jornalismo, ter um sofá-cama vermelho, cabelos cacheados e chinelo de dedo. Escolhi escrever à lápis, desligar o celular ao dormir e ler livros de romance. Escolhi arroz à grega, feijão preto e suco de laranja pela manhã. Escolhi comprar uma bicicleta de cestinha, bolsa retornável e caderno de folhas recicláveis. Escolhi tomar chá de erva-doce ao entardecer. Escolhi dormir até tarde aos domingos. Escolhi, enfim, escolher.

Nós somos responsáveis pelas nossas escolhas, certo? Vem da mesma ideia de que somos responsáveis pelos nossos atos. É fato. Mas por que você insiste em opinar nas minhas escolhas, hein? Por que te incomoda tanto que eu tenha escolhido morar no quinto andar de um prédio sem elevador se sou eu que desço as escadas? Você nem me visita e isso te incomoda tanto? É incrivel essa mania que as pessoas têm de fazer escolhas por nós. Isso começa com os pais: que preferem que os filhos sigam tal carreira ou que namorem o filho de fulano de tal que é mais certinho. Pura satisfação pessoal. Filhos que preferem suprir os sonhos não concluídos dos pais são profissionais frustrados ou vivem um casamento infeliz.

Decisões são difíceis, no entanto uma vez tomadas permanecem por toda nossa vida, por bons resultados ou cicatrizes. E principalmente por experiências, baseadas nos erros que vemos ou vivenciamos. Essas mancadas vem das escolhas erradas que fazemos. É inevitável, porém ao mesmo tempo é incrível o quanto amadurecemos e nos formamos a partir de nossas escolhas.

O pronome no plural já expõe a ideia possessiva: nossas. Ou seja, nossas escolhas formam nossa personalidade, o nosso quem sou eu.


Lorena Morais
  • Querido leitor, boas escolhas para a construção de você mesmo!


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