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terça-feira, 4 de junho de 2013

Já experimentou sua fragrância hoje?

Imagem do Google

Nós temos um perfume próprio, que não se compra nas prateleiras dos supermercados ou perfumarias, que não se compra nos catálogos de revistas ou nos sites na internet. Quando descobri minha alergia, passei a experimentar a sensação de não usar perfumes. Achei que seria difícil, mas não foi! Descobrir o meu cheiro foi algo mágico, encantador. E descobrir que ninguém poderia ter um cheiro igual ao meu foi mais encantador ainda.

Nós aprendemos desde pequenas/os a nos perfumar, porque nos dizem que somos fedorentos (ou não temos cheiro, ou nosso cheiro não é tão agradável assim). Mas aí descobri que tudo isso aí são coisas que colocam na cabeça da gente. Proponho que cada um se permita a descobrir seu cheiro. Nem que seja por um dia, que você escolha sair perfumado de si, exalando sua fragrância ao dar um abraço, um beijo, ao estar junto, ao simplesmente passar. 

Se as flores tem o seu perfume próprio e não usam outras fragrâncias, porque temos que buscar perfumes se nós somos perfumados por natureza?

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Página virada


Quando você escreve em um caderno e completa todas as linhas daquela folha, é hora de virar a página. Aí você continua a escrever sobre o tema ou começa outro. Quando você vai escrevendo na mesma folha às vezes bate uma preguiça e a letra fica até fica um pouco feia, mas ao virar a página e ver tudo aquilo em branco você diz “agora vou fazer mais bonitinho, deixar mais organizado”.

Assim é a vida: chega um momento em que você precisa virar a página e deseja fazer melhor. Hoje decidi fazer isso comigo. Completar a minha página, dar um ponto final e começar outro texto.

A vida é feita de histórias que a gente escreve. Histórias felizes, tristes, encantadoras, curiosas... Mas histórias sem fim. Por mais que a gente coloque um ponto final, a vida sempre continua. Mas todo dia é um novo recomeço. Um recomeço dos capítulos da vida, que trazem uma emoção diferente a cada enredo.

Hoje decidi começar outro capítulo. Dar adeus a todos os outros personagens e criar um novo enredo com tudo o que aprendi e vivi. Porque nessa vida a gente sempre carrega um pouco de cada história.

O enredo de agora é: ser feliz e plantar bons frutos, porque a época de colheita está chegando. Vou escrever na minha página em branco a melhor história que puder. Que seja bom pra mim e para os personagens que vão compor o novo enredo. Com papel e caneta vou escrever o meu mundo. Com o lápis de cor vou colorir a minha vida. 

sábado, 29 de dezembro de 2012

Ano novo é o que?


João pergunta:
- Lorena, ano novo é o que? Ele vira? Ele vira como?

Tentei responder esta pergunta ao meu irmão de seis anos. Mas confesso que não consegui. Disse qualquer coisa a ele e até hoje reflito a pergunta que me fez.

Ano novo é o que? Não é uma data no calendário, não é um número na folhinha, não é uma agenda nova, não é vestir-se de branco, não são presentes e lantejoulas. Ano novo não é um show pirotécnico no Farol da Barra em Salvador e nem o ‘Show da Virada’ na Rede Globo de Televisão. Não é um champagne aberto, não é pular as sete ondas na praia, acender velas e abraçar os amigos. O ano novo não está nas horas no relógio e nem em uma mensagem no celular ou uma ligação.

O ano novo está aí: dentro de você. Na vontade de ser novo, de provocar mudanças, de ser diferente e melhor. Na vontade de alcançar seus planos, na sua trajetória infinita da vida, no seu fazer novo.
O ano novo está na oportunidade que damos a nós mesmos de sermos felizes, de darmos a mão ao nosso próximo, da vontade de fazer um mundo melhor nas pequenas coisas do dia-a-dia. Um feliz ano novo não é apenas acreditar, é fazê-lo novo a cada despertar do dia.

Desejo a vocês meus amigos e amigas, colegas, conhecidos/as, leitores/as, pessoas que acompanharam minha trajetória neste ano de 2012, um despertar de um novo ano cheio de boas surpresas. Que em cada janela aberta a gente encontre a esperança de poder fazer tudo novo.


Foto: Lorena Morais

"É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre".

Receita de Ano Novo - Carlos Drummond de Andrade

domingo, 5 de junho de 2011

A morte da amendoeira: o manifesto


Lembro como hoje, das vezes que – quando criança – brincava no jardim próximo a minha casa, na praça Doutor Milton – , onde está localizado o hospital de Cachoeira.

O homicídio:
a "phoda" realizada em maio de 2010.
Foto retirada do blog Cachoeira Online.
Na minha época de criança brincava com os amigos de bola, bicicleta, patins, picula, mas a brincadeira preferida para mim era “comidinha”. Pegávamos as folhas que ficavam ao chão das duas amendoeiras que existiam no jardim, flores e outras folhas mais para fazer nossos pratos super coloridos... Lembro até no dia em que resolvemos fazer suco de amêndoa! (risos)

As árvores também serviam para fazer sombra aos namorados, que muitas vezes eram adolescentes que 'fugiam da aula' no Colégio Estadual da Cachoeira – CEC - para ir namorar na praça ao som das músicas da rádio poste Franco Publicidade que tinha uma caixa instalada no topo da amendoeira...

Hoje, no dia mundial do meio ambiente, choro por essa amendoeira que a exatamente um ano – completado no mês de maio - sofreu um homicídio, que foi gerado pelos 'podadores' da Prefeitura Municipal de Cachoeira. Daquela árvore foram tirados todos os galhos e folhas, sobrando somente seu tronco. A destruição foi tão drástica que um imenso pedaço de galho caiu num banco da praça, que foi dilacerado pelo peso.

Muitos foram os revoltosos, mas confesso que nos omitimos. A revolta ficou expressa somente na rede virtual, com uma publicação no blog de Cacau Nascimento da foto da “phoda” e um texto.

Desde aquele dia a amendoeira perdeu sua vida. Nunca mais brotou de seu tronco galhos ou folhas. Não podíamos mais namorar  a sua sombra ou brincar de comidinha com suas folhas, fazer suco de amendoa....

Ela foi se deteriorando, perdendo sua cor e seu brilho. Perdeu sua vida por erros alheios. Por causa de pessoas que não sei porque 'cargas d'água' se dizem podadores e ainda são empregados por nossa gestão municipal.

Essa semana, ao sair de casa, me deparei com seu tronco cortado, ao chão... Já sabia que ela estava morta, mas foi ainda mais triste ver seu corpo tirado do lugar de onde nasceu...

Lamento por essas pessoas que não reconhecem um valor de uma árvore, que garante nosso oxigênio, que sente tanto quanto nós quando é ferida. Mas que infelizmente não tem força pra gritar... só chora.

Repudio esse e qualquer ato que venha ferir nosso meio ambiente... eis o meu manifesto.

O sepultamento:
ao fundo, o tronco de onde foi retirada.
Foto: Lorena Morais




ESTOU DE LUTO PELA MORTE DA AMENDOEIRA!


segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Liberdade

Vôo das garças do Paraguaçu. Crédito: Lorena Morais

"Porque ter asas é escolher aonde se quer pousar".
Lorena Morais

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Que cabelo é esse?

"Mas verdade é que você/ Tem sangue crioulo/ Tem cabelo duro/ Sarará crioulo"
Olhos coloridos.Composição: Macau


Estava caminhando por minha cidade em um belo dia de domingo, quando de repente ouvi um grito oriundo de um carro: "Vai pentear o cabelo, menina!". Sabia que era comigo aquela afronta. No início tentei ignorar, mas logo em seguida fiz um gesto obceno (é isso, mesmo, querido leitor, desci o nível) e gritei ao vento que aquilo era um estilo, diferente dele, que não tinha.
Logo depois, refleti os diversos tipos de preconceitos que sofri ao longo da minha escolha pelo estilo black power. Cresci vendo minhas amiguinhas e mulheres da família com seus cabelos alisados, estilo europeizado. Segui essa tendência também na adolescência, mas daí iniciei a busca pela minha identidade, pelo estilo que me fazia bem. Então parei de dar produtos de alisamento nos meus cabelos.
Pensa que foi fácil? Não foi não.
Primeiro passei pela crítica e não aprovação dentro de casa, depois na família, no grupo de amigos, na cidade, no trabalho, enfim... Tinha chorado várias vezes pelas coisas que ouvi. Uns diziam que eu estava horrível e outros que tinham adorado meu novo visual. Certa vez uma pessoa me disse que nenhum homem iria se interessar por mim, por causa do estilo do meu cabelo.
Afirmar-se como tal não foi tarefa fácil. Hoje me aceito muito mais, mas ainda doem certos comentários como o citado no início. Dói porque as pessoas ainda não compreendem que somos livres para adotarmos que estilo quisermos. De que nascemos com cabelo crespo, ondulado, liso e é uma opção nossa afirmá-los ou não.
Quem disse que o cuidado com o cabelo black não dá trabalho? Dá, e como dá! Tem que ser shampoo específico, hidratação, corte, creme para pentear... Enfim, também o penteamos! Não todos os dias, mas quando julgarmos necessário. Ainda existe nas pessoas o pensamento europeizado, de que cabelo feminino tem que ser liso! Mas não seguirei mais essa "lei". Usarei meus cabelos ao vento sempre, em qualquer lugar que for. Sou negra, cabelo duro e não tenho vergonha de afirmar essa condição. Adotar esse estilo é para os que têm coragem.

Todos somos livres para escolhermos que estilo adotar. Se você preferiu fazer escova, baby liss, chapinha, trança ou colocar mega hair, eu escolhi meu CABELO BLACK POWER!


quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Conflito interno

O que fazer quando a relação com você mesma anda abalada?

Foto: Blog Casar é Fácil
Tudo o que vivemos é preço do que construímos. Isso é o mesmo que dizer: “o mundo dá voltas”. E a gente paga caro por essa volta que nos dá e nos tira o tempo todo.

Mas não seria tão mais fácil se tivéssemos as respostas? Não, seria mais difícil. Perguntaríamos o que fazer com elas. Como ter vários pratos à mesa e não saber qual escolher: “Quero arroz a grega, feijão preto, moqueca de camarão ou torta de frango?”. A valorização é proveniente das nossas buscas e encontros. Tão bom quanto receber todas as respostas é saber escolher o que queres para ti hoje.

Acredite primeiramente em você. Lembre-se: és aquilo que acreditas. Vamos deixar o orgulho de lado? Acreditar que você é capaz? Que pode ser tão bom quanto quer ser? Autoestima é a palavra chave para quebrar qualquer conflito interno. Pare de brigar consigo mesma, pare de querer te colocar pra fora. Faça as pazes, te aceite na cama, perdoe-se e aprenda a conviver com o seu eu. Esse é o melhor casamento. Jogue o buquê e seja FELIZ JÁ!


LORENA MORAIS

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

"Onde está Wally?"

A BUSCA POR SI MESMO



Quem é que nunca acompanhou esse clássico joguinho de origem britânica? Wally é um viajante que sempre se veste com uma camisa listrada em vermelho e branco, com um gorro nas mesmas cores, usa óculos e também possui uma bengala. Ele surgiu nos livros, já foi para as telinhas da TV e agora projeta ir para as telonas do cinema. O desafio é sempre encontrar Wally e seus pertences em meio a uma multidão e entre tantos outros objetos e lugares, fazendo-nos exercitar a capacidade de percepção, diante da tamanha ilusão de ótica criada pelo autor.

Pense em quantas vezes queremos nos tornar wallys da vida? Viajar, nos esconder dos problemas, sofrimentos, da realidade, responsabilidades, do outro, das resoluções e principalmente de nós mesmos. Mas no fundo sabemos que a ‘fuga’ nunca é a resolução para todas as nossas angústias, pelo contrário, agrava ainda mais a situação.

Partindo para o eixo da sociedade em que vivemos, o individualismo tem sido um dos sistemas mais evidentes em relação à fuga da realidade Como? Pois bem, aí está você querido leitor, conectado a este blog através de uma rede virtual. Você e este computador, notebook, ou celular. É uma atividade extremamente solitária que, se não houver um certo cuidado, aos poucos pode te afastar do convívio social. Os avanços tecnológicos têm sido um dos principais fatores responsáveis à prática do individualismo. As pessoas se fecham em si mesmas e o sistema capitalista nos leva a entender que a supervalorização do individuo nos faz viver sós. “A própria ciência mostra que é impossível ao ser humano viver isolado de outro ser humano. Somos humanos porque aprendemos, na convivência com outro humano, a ser humanos.”¹

O desafio maior está no reconhecimento do ser humano como indivíduo que sabe e deve conviver em sociedade. Não ser mais um Wally que vive se escondendo dos outros, mas compartilhar dos valores que aprende durante a sua formação como cidadão. Descobrir-se através dos desafios impostos pela vida.

Quando você se encontra as coisas realmente começam a funcionar. Todos os problemas têm soluções. Fugir não é a melhor delas. Já dizia o místico indiano Osho: “Você se esconde e aguarda ser descoberto por si mesmo”. Pratique o exercício de se encontrar todos os dias. O próprio ato da busca faz com que algo cresça dentro de você.

Por Lorena Morais



Para relembrar o famoso joguinho, clique na imagem e procure nosso viajante:





¹ ARRUDA, Abílio Tadeu. Individualismo. Disponível em: http://www.artigonal.com/evangelho-artigos/individualismo-1083103.html


terça-feira, 28 de julho de 2009


O crepúsculo não significa o fim, mas apenas o começo.
(Lorena Morais)

domingo, 5 de julho de 2009

Ser interior



Morar no interior é ter como despertador o canto dos pássaros que repousam na janela; é fechar os olhos diante da luminosidade do sol e aquecer-se com o calor do mesmo. É pular o caminho das formigas; sentar-se no jardim de flores cor violeta; ficar chateado por uma amêndoa ter caído em sua cabeça e ainda assim rir porque isso sempre acontece contigo. É repousar na beira do rio e sentir sua brisa quando está fazendo calor – ou até mesmo quando não está -, refrescar-se a sombra de uma árvore, ler o jornal do dia, um livro de Drummond, Jorge Amado ou literatura de cordel. Sentar-se na porta com os amigos até tarde, esquecer as janelas abertas, dar bom dia ao vizinho, fofocar da vida alheia, ir comprar pão a pé e limão na feira.

Morar no interior é conhecer tanta gente, é não gostar de fulano de tal e apaixonar-se pelo filho de seu Joaquim. É namorar na porta dos outros ou escondido - tanto faz -, ouvir o barulho do trem, pegar uma carona, ter medo de atravessar a ponte e correr para não perder a hora, é tomar banho de rio ou ir pescar siri. É comer o pastel de dona Maria e comprar os doces da venda de seu Zé. É pular corda na porta da Bia, brincar de esconde-esconde, sete pedrinhas ou pique-alto. Aos domingos, ouvir estórias de Chico Faria, ter medo do doido da vassoura, tocar campainha e sair correndo, comer pipoca na esquina da escola e contemplar as estrelas no alto do morro da Capadócia ou até mesmo do quintal da avó do Beto – que tem pés de manga, laranja e acerola. É esperar o tradicional São João para enfeitar a rua de bandeirolas coloridas, asender fogueira e assar milho na porta de casa tomando um licorzinho.


Morar no interior é ter uma vida cansada, pacata, entendiante... Ver a poeira fazer redemoinhos no ar e ainda assim ser feliz com toda essa simplicidade rotineira que faz de nós amantes do tempo e apreciadores da vida - na sua máxima essência.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Sobre a coragem...

"Arranque a coragem

do medo,

erga-a gargalhando ares

de segredo."

(Casulo Rasgado, João de Moraes Filho)


Há vários significados para a palavra coragem, mas nesse contexto ela define-se como firmeza de ânimo ante os sofrimentos. E a gente sofre! Sofre por amor, pela ausência, pela morte, por uma doença, uma decepção. E diante desses sofrimentos vamos aprendendo a sermos fortes e CORAJOSOS.

Ser corajoso não é necessariamente bater nos mais oprimidos. Pelo contrário. É aguentar as ‘porradas’ que a vida nos dá de cabeça erguida. Não é fácil, eu sei. Existem momentos que pensamos em desistir e deixar que a fraqueza e as lágrimas tomem conta de nós.

Ter coragem é dizer o que você pensa - sem intenções de humilhar -, é fazer aquilo que acredita ser capaz – e que muitas vezes os outros duvidam -, é arriscar, decidir, ousar, desafiar! Pra ser sincero, todos nós temos os nossos medos, mas aqueles que sabem controlá-los são os que tem coragem de enfrentá-los. E se você é confiante ninguém pode arrancá-la de ti.

Certa vez Fernanda Mello escreveu que “coragem vem da mesma COR que forma coração. A COR da coragem. A COR do coração”. Assim é, porque os romanos consideravam que a coragem tem mais a ver com o coração do que com a razão. Sendo assim, que tenhamos sempre essa cor dentro da gente!

Coragem não é saber enfrentar o seu próximo, mas a si mesmo. Encare sua realidade, desafie-se... Ninguém além de você é capaz de saber que medos o impedem de driblar as barreiras e como combatê-las. As respostas estão diante dos desafios que nós enfrentamos. Difícil?




segunda-feira, 13 de abril de 2009

Ciclo

Passamos nossas vidas esperando pessoas que nos completem, jogando o direito de sermos felizes na mão dos outros e fugindo da nossa culpa. Da culpa de que algo pode dar errado.
Culpar-se é tão indispensável quanto perdoar-se. Com o tempo você vai adquirindo maturidade necessária para superar grandes obstáculos na vida. E vencer.
O mundo capitalista propiciou numa sociedade individualista, que vem perdendo os seus valores. Se mal soubermos nos perdoar, como perdoaremos ao próximo?

Foto: Fernanda Mello




Temos sim que viver, fazer, errar, culpar-se e perdoar-se. Esse é o meu ciclo. Vivo intensamente e não tenho medo de quebrar a cara. Não consigo ser mais ou menos. Meu verbo é sentir. Não adianta evitar, as coisas acontecem quando elas têm que acontecer. Eu acredito.

Lorena Morais

terça-feira, 3 de março de 2009

Somos um ímã

Todos nós temos um poder a ser explorado. O poder que vem da nossa mente. É de lá que as coisas em nossa vida podem dar certo - ou errado -, basta acreditarmos.
Já ouviu falar em pensamento positivo? Pois é, acredite nele. Se você tem em mente que alguma coisa que anseia pode acontecer, acontecerá. Mas você tem que fazer por merecer é claro, e não ficar esperando simplesmente ‘cair do céu’. Falo isso por experiência própria. O meu poder de pensamento foi tão forte e trabalhado que um fato que considerei quase que impossível, simplesmente aconteceu! (Incrível, não?) Depois disso comecei a acreditar mais na lei da atração que me rege e principalmente no meu poder. Não há obstáculos se nós acreditarmos.
Muitos estudiosos tentam explicar às pessoas como alcançar sucesso na carreira e nos planos com mil e uma dicas, sendo que na verdade o segredo está em nós – na nossa mente. E não me pergunte como e nem o porquê, acho que ninguém até hoje conseguiu desvendar os mistérios da mente humana que trabalham junto às leis do universo – e não podem ser modificadas e nem quebradas. Você atrai pessoas, situações, trabalho, conquistas tudo com a força do pensamento, com o ímã que existe no seu interior. A partir do momento que acreditas que isso existe, começas a usá-lo deliberadamente em suas metas de vida.
Mantenha o foco naquilo que acreditas, derrame toda a energia que há em ti e acima de tudo, tenha atitude. Acredite que você é capaz, nunca duvide das possibilidades, tudo é possível!

“Somos em grande parte aquilo que pensamos ser. A pessoa que acredita piamente em si mesma e mantém uma atitude mental forte de confiança e determinação não será afetada por pensamentos adversos e negativos de desânimo e fracasso que emanam das mentes de outras pessoas nas quais essas características predominam”.

(William Walker Atkinson)


quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Boas festas .

Todo final de ano é a mesma ladainha. Comprar presentes de Natal, panetone, peru, queijo cuia e outros agregados da ceia; distribuir os cartões de boas festas à família e amigos pessoalmente ou – pelo modo mais rápido e cômodo – pelo mundo virtual; arrumar a casa com a árvore de Natal, pisca-piscas, guirlanda, roupa de cama nova e enganar as crianças com a espera do Papai Noel - que só em pleno verão brasileiro vem todo agasalhado - ; esperar a propaganda da Coca-Cola e da tevê Globo (“Hoje é um novo dia, de um novo tempo que começou...”) e o especial da Xuxa. Sem esquecer do que fazer com o tão esperado 13º salário, os planos de onde passar o ano novo; e de desejar – vendo os fogos no céu e com os olhos cheios de lágrimas - que no próximo ano tudo seja bem melhor: as pessoas sejam mais felizes, que eu tenha mais dinheiro no bolso e que finalmente se reine a paz no mundo. Já estou cheia disso., sabia?

Poderia escrever um texto lindo relatando o verdadeiro sentido do Natal e da importância do ano vindouro. Mas não. Escrever não vai me fazer mudar a cabeça de ninguém - sei que muita gente já perdeu o saco para ler sobre essas coisas.

O que realmente fez do Natal o tal foi o nascimento do filho de Deus, Jesus Cristo. Não Papai Noel, a Coca-Cola, árvores, nem meias na janela. Afinal, a palavra natal no dicionário diz ser relativo à nascimento, ou a lugar de nascimento.

É difícil, mas desejo que todos entendam o significado do espírito natalino e que saibam que ano novo quem faz somos nós, não a virada de trinta e um para primeiro. Ou seja, SER FELIZ depende basicamente de cada um de nós.


Que todos possam – e saibam – fazer BOAS FESTAS.


Felicidades .



Ps: Ficarei fora por alguns dias, vou curtir o que Deus me deu de melhor: A VIDA! Com direito a companhia dos amigos em um lugar maravilhoso, chamado Salinas da Margarida - Ba. Até 2009 queridos leitores! Beijos.



segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

‘ Voltar atrás é melhor que perder-se no caminho.’

Toda pessoa tem o direito de voltar atrás. Seja pra pedir perdão, reconhecer um erro, procurar saber como as coisas realmente aconteceram e tudo mais que necessite de uma reparação. Voltar atrás não é sinônimo de fraqueza - nunca foi -, mas sim um ato de coragem.
Quando li essa frase no caderno de uma amiga, fiquei maravilhada com sua intensidade e como ela se encaixou perfeitamente com uma coisa que me aconteceu. Por não voltar atrás eu simplesmente não me encontrava. Até que um dia minhas amigas acionaram o sininho da atitude e eu acordei. E melhor, me encontrei! Mesmo que eu não tenha recebido um sim bem grandão ou um abraço dizendo que está tudo bem.
É difícil voltar atrás – é imprevisível o que pode acontecer quando tomamos essa atitude –, porém muitas vezes é necessário. Pra colocar um ponto final, recomeçar da primeira folha em branco ou para sentir-se basicamente livre.
Volte atrás quando perceber que valerá a pena, mesmo que não aconteça aquilo que você anseia. Volte atrás quando quiser dar aquele abraço que negou quando estava zangada(o), mesmo que a recíproca não seja tão intensa. Volte atrás pra pedir perdão a sua mãe pela birra, mesmo que ela tenha cortado a Internet por uma semana (aff!). Volte atrás pra dizer a sua amiga o quanto você a ama, que aquela cena foi um ciuminho básico e que nunca mais fará isso, mesmo que você tenha que dividi-la por alguns instantes com aquela amiga dela chata. Volte atrás e peça perdão ao seu namorado por não tê-lo deixado ir ao baba no sábado a tarde e deixo-o ir na próxima semana, mesmo que para isso você tenha que ficar sozinha na arquibancada torcendo pelo time dele – com certeza seu gatinho ficará feliz dessa vez e vai àquele programa que vocês combinaram. Volte atrás para não se perder no caminho, mesmo que tenha que recomeçar – lembre-se como tudo vai ser diferente.
Acima de tudo,
volte atrás não para humilhar-se, mas para reconhecer que errou e demonstrar a sua coragem diante dos obstáculos. Mesmo que para isso doa.



”Se o tempo voltasse para trás nada saberíamos.
Iríamos de olhos fechados e coração aberto.
Mas quando voltamos atrás é diferente:
podemos ir de coração aberto,
mas de certo não fecharemos os olhos.”

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Da minha força.

‘Arrisque, amiga. Você é forte. Apesar de se achar fraca, você sabe que é forte.’ Eu sei. Mais do que ninguém - até ela me fazer enxergar o que estava bem abaixo do meu nariz. Por tudo que passei e superei, pelos escombros de onde saí. Por tu-do que aprendi. Sou forte porque aprendi a dar a volta por cima e segurar as lágrimas quando não devia deixá-las cair.

Mas ainda me falta uma coisa. Coragem. Quase sempre estou dando um jeito de fugir dela, esperando chegar amanhã para eu criar a devida coragem. Coragem para dizer o que deve ser dito agora, abraçar quem devo abraçar agora, pedir o que deve ser pedido agora, desculpar quem devo desculpar agora, amar quem devo amar agora. Acredito muito em destino e tem certas coisas que não podemos esperar acontecer. E sim fazer valer, dar aquele empurrãozinho só nosso! Esperar muitas vezes nos deixa cansados.

As decepções fazem parte das etapas em nossas vidas. E doem. Doem demais. Mas enquanto não nos mata, nos deixa mais fortes. Já parou e observou isso? Não adianta tanto desespero, pois aprendemos a superar sempre! Com toda nossa força.

Desejo de coração que junto a nossa força venha a coragem para desafiar. Definitivamente nós podemos ser mais capazes do que suponhamos.

Por Lorena Rodrigues, uma sonhadora forte.


“A força verdadeira não se dimensiona pelo impacto demolidor dos punhos, mas pela ternura construtora das mãos que acariciam e dos dedos que confortam”.
(Rhàmar I’Húmistan)

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Um combustível chamado SONHO!

Antes de mais nada, sonhar é deliciar-se em suas próprias vontades. Sonhar consiste em viajar por entre um espaço que só você é capaz de construir, reinventar, enfeitar. E é a experiência marcante de que nossa imaginação ainda é o combustível que nos matém vivos e pensantes. Dizem que somos do tamanho dos nossos sonhos. Que sejamos gigantes então!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

“Olhai as crianças do nosso Brasil!” *



Certa feita estava eu conversando com um professor – que será pai - sobre como está a educação às crianças atualmente. Ele relatou um caso de uma menininha de apenas três anos que disse a uma coleguinha de creche, que a zoava: “Pare de me abusar, senão vou lhe dar uma facada!”.
(Pausa para silêncio – e espanto).
Então veio a pergunta da professora - que presenciou o fato:
- Onde você ouviu isso Anabel **?
Ah tia, meu pai disse a minha mamãe.
(...)
Pulei mais um parágrafo para simbolizar tal espanto, que é muito mais impactante que o anterior. Analisando os dizeres da pequena criança, um ser inocente, mal sabendo o significado da frase dita – mas que apenas repetiu o que ouviu em seu lar – pode-se supor que a garotinha tenha presenciado muito mais do que um simples “Vou lhe dar uma facada!”. Ela pode ter presenciado agressões e ameaças. E achar isso comum.
Considero ser a criança o espelho dos pais. Elas refletem o que é emitido; o modo de falar, os gestos, manias, palavrões, o caminhar, as atitudes. E é preciso extremo cuidado do que nós emitimos, pois a criança de hoje será o adulto de amanhã. Evidente que se emitimos coisas ruins em demasia, possa ser que venha a se formar um adulto mal-caráter. Como por exemplo, um garoto que apanha muito dos pais por qualquer motivo desnecessário poderá tornar-se futuramente uma pessoa de comportamento agressivo.
É necessária muita disposição e jogo de cintura para educar um ‘bambino’. Temos de ensinar bons modos, o que se pode ou não fazer, como se cuidar, como tratar alguém... “N” ensinamentos. E por mais que a gente tenha total dedicação e empenho, não devemos esquecer do mundo lá fora. Que é cruel, covarde e medonho. Ele pode influenciar muito no comportamento. Ainda mais quando o indivíduo está em fase de construção e conhecimento.
Esse fato verídico acontece em tantos outros cantos longe de nós. E de diversas formas. Vemos constantemente suas conseqüências nos jornais e na televisão, com o drama dos pais. Sem saber eles que na maioria das vezes são os próprios culpados pelo que os filhos se transformam.
Devemos mostrar a criança os dois lados da moeda, os dois caminhos que ela encontrará pela frente. Fazendo o possível – e também o impossível – para estar ao lado, acompanhando seus passos – porém sem sufocá-las ou prendê-las demais -, mostrando o caminho correto, para quando for jogada ao mundo poder decidir por si só que estrada prosseguir. Estando ciente das conseqüências, é claro. Mas, venhamos e convenhamos, o verdadeiro retrato que a sociedade traz da educação doméstica dada às crianças do nosso Brasil ‘baronil’ é infeliz.

Por Lorena Rodrigues


* Trecho da música de Lúcia Helena.
** O nome Anabel é fictício, para preservar a identidade da criança.

sábado, 8 de novembro de 2008

Encontre as respostas

Não sei onde vou parar com tanta prepotência. Com essa minha mania de achar sempre que estou certa e tornar-me vítima nas situações. Nem sempre. Eu erro muito, tropeço e me esbarro por entre estes erros. Tenho medo da verdade. Procuro passar por cima e finjo que não a vejo; apesar de saber que está a um palmo do meu nariz. Talvez esse cinismo, meu jeito de agir como se nada estivesse acontecendo prejudique meus anseios. Odeio gente cínica e ajo como tal. Que contradição!
'Fecho os olhos' para a solução dos meus problemas e projeto alguém que busque as respostas ou me dê na maior cara lavada. Como se as coisas fossem assim mesmo...
Meu irmão dizia que o primeiro passo a gente dá quando reconhece o nosso erro. Pensando bem não é difícil. Torna-se ainda mais fácil quando tentamos reverter fazendo as coisas certas. O difícil mesmo é convencer as pessoas. Ainda mais quando a gente tem o costume de fazer tudo errado. Mas aí as coisas acontecem gradativamente. Tudo ao seu tempo.
Nada nessa vida é impossível quando se quer. Quando se quer mudar as atitudes e o gênio, por exemplo. Difícil pode até ser, porém temos que sozinhos encontrar as respostas. Se não a gente não vai aprender NUNCA. Este é o segundo passo.



LORENA RODRIGUES
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