quarta-feira, 13 de março de 2013
Heroica Cachoeira
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Página virada
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Diário de um Paraguaçu
| Saveiro no rio Paraguaçu. Foto: Lorena Morais |
| Marisqueira. Foto: Marília Marques |
| Ponte D. Pedro II sob o rio. Foto: Lorena Morais |
sábado, 11 de dezembro de 2010
O encanto do Jornalismo no Recôncavo
| Igreja de Santa Bárbara, em São Félix. Foto: Marília Marques |
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| Dona Lucinha é um exemplo de simplicidade, carisma e dedicação. |
domingo, 14 de novembro de 2010
O negro, o pobre e o olhar enviesado
“Os interesses cristalizados produziram convicções escravocratas arraigadas e mantêm estereótipos que ultrapassam os limites do simbólico e têm incidência sobre os demais aspectos das relações sociais” (Milton Santos)
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| Castigo na escridão. Imagem do Google |
Está acontecendo em minha cidade uma festa de caráter popular. Realizada na segunda quinzena de novembro, a festa celebra a padroeira dos senhores de engenho, Nossa Senhora da Ajuda. Na verdade ela é mais profana do que religiosa e trás um histórico marcado por tradições populares, criadas principalmente por negros. [Ver história em: Origem da festa D’Ajuda possui marcas históricas do século XIX]
Os festejos são acompanhados por ‘embalos’, fanfarras com instrumentos de sopro e percussão que percorre ruas da cidade cantando marchinhas e cantigas populares ou satíricas.
A população da cidade participa ativamente. O negro e o pobre estão lá. Possa ser que até o ladrão, mas ele pede folga para se divertir. Contudo, mais uma vez vemos aquela cena que passa nos programas sensacionalistas da televisão depois do carnaval: o negro e o pobre apanhando que nem escravo no tronco. Mudam-se os tempos, mas o os personagens são os mesmos. O policial continua sendo o feitor e o cidadão comum marginalizado o escravo da sociedade de consumo.
Durante toda a euforia popular do bloco de rua puxado pela fanfarra, uma mulher é abordada pela polícia. Esteriótipo: negra, mal-vestida, pobre e com uma bolsa a tira-colo. Ela foi revistada por – das duas, uma - ou suspeita de roubo ou por tráfico de drogas. Enfim, ficou assustada e disse que não tinha nada demais na sacola. Muitas pessoas passavam, olhavam curiosamente e eu podia supor que ali dentro não tinha nada além do que ‘quinquilharias’. Por que supor? Sempra a vejo na minha rua indo pedir comida na casa da vizinha ou pelas esquinas catando papelão. Resultado: os policias não encontraram nada e a dispensaram. O que sobrou? Constrangimento.
No texto Ser Negro no Brasil (2000), Milton Santos escreve que “ser negro no Brasil é, pois, com frequência, ser objeto de um olhar enviesado. (...) É frequentemente ser objeto de um olhar vesgo e ambíguo”. O negro na sociedade passa despercebido. O governo cria programas para inserção social, mas é sempre o negro que está atrás da cela por ter roubado um pacote de leite no mercado, que apanha na festa de rua, pede esmola, mora embaixo do viaduto ou chora por um pedaço de pão.
Na semana da Consciência Negra, vejo uma mulher negra sofrendo uma repressão policial por uma suspeita qualquer. Mas, suspeita maior pela cor da sua pele. As diferenças sociais e econômicas estruturais seculares que Milton Santos escreve no texto continuam e todos os dias me questiono que tipo de pessoas estamos criando para nosso país e até quando o negro vais ser visto com esse olhar enviesado.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
A diferença nos detalhes
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| Imagem do site Brasil Escola |
Essa crônica vai para você, homem, que deseja conquistar uma mulher, mais não sabe por onde começar ou onde não pode pecar. Não garanto a conquista da mulher desejada, mas que vai ajudar a valorizar o sexo feminino, ah!, isso vai.
Primeiro não vá achando que vai conseguir conquistar uma mulher em apenas um dia. Tudo começa através do olhar. Faça com que você seja notado por ela. Mas, por favor, não solte piadinhas, nem frases prontas – mulheres odeiam cantadas clichês. Vale até inventar uma cantada, mas seja criativo! Homens que divertem ganham pontos positivos. Só não exagere! Dê um sorriso, passe por lugares que ela frequenta, finja até que não a está percebendo.
O segundo passo é aproximação. Certa vez um amigo falou – quando conversávamos sobre relacionamento – que a aparência pode expressar em parte o que a pessoa é. Ao olhar as vestimentas e características de uma mulher, você pode supor seu gosto musical, que assunto se interessa ou lugares que frequenta. Arranje sempre uma desculpa para chegar nela. Seja original e criativo. Se conseguir um sorrisinho, comemore! Caminhou positivamente.
O terceiro ponto é o número de telefone. Não dê possibilidades para ela pensar se vai te dar o número ou não. Nunca pergunte se ela pode te dar, mas qual o número. Se possível dê um toque na hora para confirmar. Mulheres gostam de inventar números de telefone para escapar dos homens (Oh!, desculpe meninas, contei!). Se estiver correto, comemore mais uma vez. Ela se interessou.
Nunca, jamais, ofereça seu número de telefone para a mulher que tem interesse – a não ser que ela peça. Isso demonstra que você é “mão fechada”. Mulheres odeiam homens “casquinhas”. Pegue o número e ligue, mesmo que o celular dela seja de outra operadora de telefonia ou DDD e você tenha que gastar um pouco mais. Damos o maior ponto para homens que ligam independentemente da operadora. Nós chamamos isso de “prova de amor”.
O quarto passo é o que mais conta: o diálogo. Elogie uma mulher de maneira doce. Fale da beleza do seu sorriso, olhos e cabelo. Mas nunca partes do corpo como pernas, peitos ou bumbum. Esses elogios são para um estado mais avançado. Se utilizá-los agora pode perder pontos ou até mesmo a conquista.
Procure saber o que ela gosta de ouvir, ler, o que faz. Conte também um pouco sobre você. Quando escrevo isso não quer dizer contar o que aprontou na sua adolescência – só se ela perguntar. Fale do presente, pois estão vivendo esse momento agora.
Seja humilde. Nunca fique se vangloriando dizendo que fez isto ou aquilo. Você pode muito bem contar seus feitos sem tanta soberba. Seja inteligente. Não quero aqui dizer que você deva incluir no papo as descobertas das pesquisas de célula-tronco, mas que esteja “antenado” em assuntos essenciais. Eu, particularmente, gosto que o homem ensine algo que desconheço ou pouco sei. Nunca elogie ou demonstre olhar insinuante a outra mulher quando estiver ao lado de sua paquera. Mulheres gostam de acreditar que entre tantas, ela foi a escolhida. Acredita que um carinha fez isso comigo? Fiquei tão pirada com a atitude dele que me calei. A situação ainda era pior porque ele elogiou uma garota que eu não suportava! Dispensei-o no dia seguinte.
Saiba ouvir. Não seja egocêntrico ao dialogar com uma mulher. Fale, mas também ouça. Afinal, essa é umas das táticas da conquista: conhecer o terreno. Já dispensei um homem lindo porque ele falava demais. O cara me contou a vida dele todinha! Agora pergunte se sabia que estilo musical eu gostava? Não é legal revelar ou querer saber tudo sobre você e a outra pessoa. O não saber, o mistério, é a alma da conquista.
Se você conseguir seguir esses critérios básicos da conquista, ganhará muitos pontos. Mulher não é bicho de sete cabeças. Pode até ser, mas nos apegamos aos detalhes que vocês, homens, passam despercebidos. Mulher gosta de se sentir ÚNICA! E tenha certeza, “detalhes fazem toda a diferença”.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Vítima do sistema
A droga diz que não devemos seguir as leis do sistema capitalista, em que o governo tira da população – através dos impostos - a sua ostentação.
A droga é outro sistema, baseado nos princípios do capitalismo. Você é a massa (contingente populacional), paga impostos embutido nos “produtos”. O governo é o traficante que enriquece as suas custas, te fazendo dar o que tens e o que não tens. Pouco a pouco vais ficando dependente do sistema que lhe custa muito mais caro ainda. Custa-lhe a vida.
O tráfico de drogas é um sistema completamente egoísta porque o toma para si, não te dá oportunidade de inserção à sociedade, te afasta mais e mais do capitalismo lá fora. As fórmulas químicas instigam o individuo a querer mais e mais. A sempre buscar a satisfação, o prazer que a droga proporciona. Você fica escravo do poder. Vítima do sistema. Não é mais você que necessita usá-la, é seu organismo que pede e implora. Suas mãos tremem, as veias se alteram, seu corpo sua frio e pede: ‘sacia minha vontade, sacia minha vontade’.
Vítima do sistema! A sociedade te culpa e diz que seu lugar é sim margem da sociedade, não quer carregar uma culpa que afirma não ser dela. Não quer reconhecer que o indivíduo pertence à sociedade e que quando a constituição estabelece que a “saúde é um dever de todos e dever do estado” fica claro que o tratamento deve existir de forma gratuita e igualitária, pois o que muitos não sabem é que essa é uma doença que não tem cura, mas tratamento.
A salvação é não entrar nesse sistema nunca, nem por curiosidade, nem para quebrar as regras. Quer ficar escravo do poder?
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
"Onde está Wally?"
Quem é que nunca acompanhou esse clássico joguinho de origem britânica? Wally é um viajante que sempre se veste com uma camisa listrada em vermelho e branco, com um gorro nas mesmas cores, usa óculos e também possui uma bengala. Ele surgiu nos livros, já foi para as telinhas da TV e agora projeta ir para as telonas do cinema. O desafio é sempre encontrar Wally e seus pertences em meio a uma multidão e entre tantos outros objetos e lugares, fazendo-nos exercitar a capacidade de percepção, diante da tamanha ilusão de ótica criada pelo autor.
Pense em quantas vezes queremos nos tornar wallys da vida? Viajar, nos esconder dos problemas, sofrimentos, da realidade, responsabilidades, do outro, das resoluções e principalmente de nós mesmos. Mas no fundo sabemos que a ‘fuga’ nunca é a resolução para todas as nossas angústias, pelo contrário, agrava ainda mais a situação.
Partindo para o eixo da sociedade em que vivemos, o individualismo tem sido um dos sistemas mais evidentes em relação à fuga da realidade Como? Pois bem, aí está você querido leitor, conectado a este blog através de uma rede virtual. Você e este computador, notebook, ou celular. É uma atividade extremamente solitária que, se não houver um certo cuidado, aos poucos pode te afastar do convívio social. Os avanços tecnológicos têm sido um dos principais fatores responsáveis à prática do individualismo. As pessoas se fecham em si mesmas e o sistema capitalista nos leva a entender que a supervalorização do individuo nos faz viver sós. “A própria ciência mostra que é impossível ao ser humano viver isolado de outro ser humano. Somos humanos porque aprendemos, na convivência com outro humano, a ser humanos.”¹
O desafio maior está no reconhecimento do ser humano como indivíduo que sabe e deve conviver em sociedade. Não ser mais um Wally que vive se escondendo dos outros, mas compartilhar dos valores que aprende durante a sua formação como cidadão. Descobrir-se através dos desafios impostos pela vida.
Quando você se encontra as coisas realmente começam a funcionar. Todos os problemas têm soluções. Fugir não é a melhor delas. Já dizia o místico indiano Osho: “Você se esconde e aguarda ser descoberto por si mesmo”. Pratique o exercício de se encontrar todos os dias. O próprio ato da busca faz com que algo cresça dentro de você.
Para relembrar o famoso joguinho, clique na imagem e procure nosso viajante:
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Escolhendo escolher
(Shakespeare)
Nós somos responsáveis pelas nossas escolhas, certo? Vem da mesma ideia de que somos responsáveis pelos nossos atos. É fato. Mas por que você insiste em opinar nas minhas escolhas, hein? Por que te incomoda tanto que eu tenha escolhido morar no quinto andar de um prédio sem elevador se sou eu que desço as escadas? Você nem me visita e isso te incomoda tanto? É incrivel essa mania que as pessoas têm de fazer escolhas por nós. Isso começa com os pais: que preferem que os filhos sigam tal carreira ou que namorem o filho de fulano de tal que é mais certinho. Pura satisfação pessoal. Filhos que preferem suprir os sonhos não concluídos dos pais são profissionais frustrados ou vivem um casamento infeliz.
Decisões são difíceis, no entanto uma vez tomadas permanecem por toda nossa vida, por bons resultados ou cicatrizes. E principalmente por experiências, baseadas nos erros que vemos ou vivenciamos. Essas mancadas vem das escolhas erradas que fazemos. É inevitável, porém ao mesmo tempo é incrível o quanto amadurecemos e nos formamos a partir de nossas escolhas.
O pronome no plural já expõe a ideia possessiva: nossas. Ou seja, nossas escolhas formam nossa personalidade, o nosso quem sou eu.
- Querido leitor, boas escolhas para a construção de você mesmo!
domingo, 27 de setembro de 2009
Coração na mala
"Sair de casa já é se aventurar"
(Rodrigo Amarante)
Vou partir. Para longe. Longe, bem longe. Longe para onde o vento for, o caminho me levar, o leito me permitir navegar. Longe para dizer adeus, que não volto mais, que foi bom e sentirei sua falta. Longe para te ligar, dizer que estou bem, que o novo é lindo e surpreendente. Longe para falar que tudo dói de saudades. Longe para lembrar-me de nós – que nem o tempo e a distância apaga.
Hoje estou partindo. Vida afora, mundo à frente e coração na mala. Partindo e levando teu sorriso que insiste em dizer que estou fazendo a coisa certa. Partir para além mar, buscar meu porto e construir meus barcos. Partir sem saber, mas ainda assim saber que se arriscar é um risco. E todo risco é um arrisco que nos fortalece.
Lorena Morais
domingo, 5 de julho de 2009
Ser interior

Morar no interior é ter como despertador o canto dos pássaros que repousam na janela; é fechar os olhos diante da luminosidade do sol e aquecer-se com o calor do mesmo. É pular o caminho das formigas; sentar-se no jardim de flores cor violeta; ficar chateado por uma amêndoa ter caído em sua cabeça e ainda assim rir porque isso sempre acontece contigo. É repousar na beira do rio e sentir sua brisa quando está fazendo calor – ou até mesmo quando não está -, refrescar-se a sombra de uma árvore, ler o jornal do dia, um livro de Drummond, Jorge Amado ou literatura de cordel. Sentar-se na porta com os amigos até tarde, esquecer as janelas abertas, dar bom dia ao vizinho, fofocar da vida alheia, ir comprar pão a pé e limão na feira.
Morar no interior é conhecer tanta gente, é não gostar de fulano de tal e apaixonar-se pelo filho de seu Joaquim. É namorar na porta dos outros ou escondido - tanto faz -, ouvir o barulho do trem, pegar uma carona, ter medo de atravessar a ponte e correr para não perder a hora, é tomar banho de rio ou ir pescar siri. É comer o pastel de dona Maria e comprar os doces da venda de seu Zé. É pular corda na porta da Bia, brincar de esconde-esconde, sete pedrinhas ou pique-alto. Aos domingos, ouvir estórias de Chico Faria, ter medo do doido da vassoura, tocar campainha e sair correndo, comer pipoca na esquina da escola e contemplar as estrelas no alto do morro da Capadócia ou até mesmo do quintal da avó do Beto – que tem pés de manga, laranja e acerola. É esperar o tradicional São João para enfeitar a rua de bandeirolas coloridas, asender fogueira e assar milho na porta de casa tomando um licorzinho.

Morar no interior é ter uma vida cansada, pacata, entendiante... Ver a poeira fazer redemoinhos no ar e ainda assim ser feliz com toda essa simplicidade rotineira que faz de nós amantes do tempo e apreciadores da vida - na sua máxima essência.
terça-feira, 9 de junho de 2009
Sobre a coragem...
"Arranque a coragem
do medo,
erga-a gargalhando ares
de segredo."
(Casulo Rasgado, João de Moraes Filho)
Há vários significados para a palavra coragem, mas nesse contexto ela define-se como firmeza de ânimo ante os sofrimentos. E a gente sofre! Sofre por amor, pela ausência, pela morte, por uma doença, uma decepção. E diante desses sofrimentos vamos aprendendo a sermos fortes e CORAJOSOS.
Ser corajoso não é necessariamente bater nos mais oprimidos. Pelo contrário. É aguentar as ‘porradas’ que a vida nos dá de cabeça erguida. Não é fácil, eu sei. Existem momentos que pensamos em desistir e deixar que a fraqueza e as lágrimas tomem conta de nós.
Ter coragem é dizer o que você pensa - sem intenções de humilhar -, é fazer aquilo que acredita ser capaz – e que muitas vezes os outros duvidam -, é arriscar, decidir, ousar, desafiar! Pra ser sincero, todos nós temos os nossos medos, mas aqueles que sabem controlá-los são os que tem coragem de enfrentá-los. E se você é confiante ninguém pode arrancá-la de ti.
Certa vez Fernanda Mello escreveu que “coragem vem da mesma COR que forma coração. A COR da coragem. A COR do coração”. Assim é, porque os romanos consideravam que a coragem tem mais a ver com o coração do que com a razão. Sendo assim, que tenhamos sempre essa cor dentro da gente!
Coragem não é saber enfrentar o seu próximo, mas a si mesmo. Encare sua realidade, desafie-se... Ninguém além de você é capaz de saber que medos o impedem de driblar as barreiras e como combatê-las. As respostas estão diante dos desafios que nós enfrentamos. Difícil?
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Ciclo
Culpar-se é tão indispensável quanto perdoar-se. Com o tempo você vai adquirindo maturidade necessária para superar grandes obstáculos na vida. E vencer.
O mundo capitalista propiciou numa sociedade individualista, que vem perdendo os seus valores. Se mal soubermos nos perdoar, como perdoaremos ao próximo?
terça-feira, 3 de março de 2009
Somos um ímã
Muitos estudiosos tentam explicar às pessoas como alcançar sucesso na carreira e nos planos com mil e uma dicas, sendo que na verdade o segredo está em nós – na nossa mente. E não me pergunte como e nem o porquê, acho que ninguém até hoje conseguiu desvendar os mistérios da mente humana que trabalham junto às leis do universo – e não podem ser modificadas e nem quebradas. Você atrai pessoas, situações, trabalho, conquistas tudo com a força do pensamento, com o ímã que existe no seu interior. A partir do momento que acreditas que isso existe, começas a usá-lo deliberadamente em suas metas de vida.
Mantenha o foco naquilo que acreditas, derrame toda a energia que há em ti e acima de tudo, tenha atitude. Acredite que você é capaz, nunca duvide das possibilidades, tudo é possível!
“Somos em grande parte aquilo que pensamos ser. A pessoa que acredita piamente em si mesma e mantém uma atitude mental forte de confiança e determinação não será afetada por pensamentos adversos e negativos de desânimo e fracasso que emanam das mentes de outras pessoas nas quais essas características predominam”.
(William Walker Atkinson)
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
‘ Voltar atrás é melhor que perder-se no caminho.’
Quando li essa frase no caderno de uma amiga, fiquei maravilhada com sua intensidade e como ela se encaixou perfeitamente com uma coisa que me aconteceu. Por não voltar atrás eu simplesmente não me encontrava. Até que um dia minhas amigas acionaram o sininho da atitude e eu acordei. E melhor, me encontrei! Mesmo que eu não tenha recebido um sim bem grandão ou um abraço dizendo que está tudo bem.
É difícil voltar atrás – é imprevisível o que pode acontecer quando tomamos essa atitude –, porém muitas vezes é necessário. Pra colocar um ponto final, recomeçar da primeira folha em branco ou para sentir-se basicamente livre.
Volte atrás quando perceber que valerá a pena, mesmo que não aconteça aquilo que você anseia. Volte atrás quando quiser dar aquele abraço que negou quando estava zangada(o), mesmo que a recíproca não seja tão intensa. Volte atrás pra pedir perdão a sua mãe pela birra, mesmo que ela tenha cortado a Internet por uma semana (aff!). Volte atrás pra dizer a sua amiga o quanto você a ama, que aquela cena foi um ciuminho básico e que nunca mais fará isso, mesmo que você tenha que dividi-la por alguns instantes com aquela amiga dela chata. Volte atrás e peça perdão ao seu namorado por não tê-lo deixado ir ao baba no sábado a tarde e deixo-o ir na próxima semana, mesmo que para isso você tenha que ficar sozinha na arquibancada torcendo pelo time dele – com certeza seu gatinho ficará feliz dessa vez e vai àquele programa que vocês combinaram. Volte atrás para não se perder no caminho, mesmo que tenha que recomeçar – lembre-se como tudo vai ser diferente.
Acima de tudo, volte atrás não para humilhar-se, mas para reconhecer que errou e demonstrar a sua coragem diante dos obstáculos. Mesmo que para isso doa.
Iríamos de olhos fechados e coração aberto.
Mas quando voltamos atrás é diferente:
podemos ir de coração aberto,
mas de certo não fecharemos os olhos.”
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
“Olhai as crianças do nosso Brasil!” *

(Pausa para silêncio – e espanto).
Então veio a pergunta da professora - que presenciou o fato:
- Onde você ouviu isso Anabel **?
Ah tia, meu pai disse a minha mamãe.
(...)
Pulei mais um parágrafo para simbolizar tal espanto, que é muito mais impactante que o anterior. Analisando os dizeres da pequena criança, um ser inocente, mal sabendo o significado da frase dita – mas que apenas repetiu o que ouviu em seu lar – pode-se supor que a garotinha tenha presenciado muito mais do que um simples “Vou lhe dar uma facada!”. Ela pode ter presenciado agressões e ameaças. E achar isso comum.
Considero ser a criança o espelho dos pais. Elas refletem o que é emitido; o modo de falar, os gestos, manias, palavrões, o caminhar, as atitudes. E é preciso extremo cuidado do que nós emitimos, pois a criança de hoje será o adulto de amanhã. Evidente que se emitimos coisas ruins em demasia, possa ser que venha a se formar um adulto mal-caráter. Como por exemplo, um garoto que apanha muito dos pais por qualquer motivo desnecessário poderá tornar-se futuramente uma pessoa de comportamento agressivo.
É necessária muita disposição e jogo de cintura para educar um ‘bambino’. Temos de ensinar bons modos, o que se pode ou não fazer, como se cuidar, como tratar alguém... “N” ensinamentos. E por mais que a gente tenha total dedicação e empenho, não devemos esquecer do mundo lá fora. Que é cruel, covarde e medonho. Ele pode influenciar muito no comportamento. Ainda mais quando o indivíduo está em fase de construção e conhecimento.
Esse fato verídico acontece em tantos outros cantos longe de nós. E de diversas formas. Vemos constantemente suas conseqüências nos jornais e na televisão, com o drama dos pais. Sem saber eles que na maioria das vezes são os próprios culpados pelo que os filhos se transformam.
Devemos mostrar a criança os dois lados da moeda, os dois caminhos que ela encontrará pela frente. Fazendo o possível – e também o impossível – para estar ao lado, acompanhando seus passos – porém sem sufocá-las ou prendê-las demais -, mostrando o caminho correto, para quando for jogada ao mundo poder decidir por si só que estrada prosseguir. Estando ciente das conseqüências, é claro. Mas, venhamos e convenhamos, o verdadeiro retrato que a sociedade traz da educação doméstica dada às crianças do nosso Brasil ‘baronil’ é infeliz.
** O nome Anabel é fictício, para preservar a identidade da criança.
sábado, 8 de novembro de 2008
Encontre as respostas
'Fecho os olhos' para a solução dos meus problemas e projeto alguém que busque as respostas ou me dê na maior cara lavada. Como se as coisas fossem assim mesmo...
Meu irmão dizia que o primeiro passo a gente dá quando reconhece o nosso erro. Pensando bem não é difícil. Torna-se ainda mais fácil quando tentamos reverter fazendo as coisas certas. O difícil mesmo é convencer as pessoas. Ainda mais quando a gente tem o costume de fazer tudo errado. Mas aí as coisas acontecem gradativamente. Tudo ao seu tempo.
Nada nessa vida é impossível quando se quer. Quando se quer mudar as atitudes e o gênio, por exemplo. Difícil pode até ser, porém temos que sozinhos encontrar as respostas. Se não a gente não vai aprender NUNCA. Este é o segundo passo.









