quarta-feira, 22 de abril de 2009

Plantai e colhei

"Acreditar no tempo é colher jardins." (João de Moraes Filho)


Escolha o terreno. Esse será o seu maior objetivo - espaço onde plantará todas as suas metas. É preciso certeza na escolha, pois dentre todo o processo esse te seguirás até o final da jornada.
Escolhido o terreno, selecione as sementes que serão o seu plano de metas. Os equipamentos de manuseio serão utilizados pela sua inteligência e capacidade de produzir o que sua mente esboçou. Algumas pessoas aparecerão para poder lhe ajudar; e muitos aparecerão para observar como será sua plantação - por cobiça, inveja ou apenas por curiosidade.
No processo de plantação você tem de arar a terra, colocar cada plano na sua distância correta, assim como a real quantidade de sementes. Pronto, plantio realizado! A parte mais difícil agora será manter a plantação. Encontrarás vários empecilhos: chuva em abundância, estiagem, pragas, formigas - pessoas que tentarão devorar suas metas - e outros insetos, o mal olhado e os carcarás que ficarão na avidez. É aconcelhável que o espantalho seja apenas você. Ou confiarás sua plantação a outros olhos? Talvez passe pela sua cabeça contar com a ajuda de fertilizantes para adiantar o processo, mas recuse tudo aquilo que não seja natural.
Vais esperar muito. Pensarás em desistir, pois haverá desistímulos, deboche, descrença, insegurança e tempestades. Mas como Marcelo Camelo diz que "Tudo Passa"; enfim chegará o dia da colheita. Convidarás alguns e poucos serão os que vem ao seu auxílio. Porém, quando derramar sua colheita aos olhos alheios, todos se surpreenderão. E passarão a não mais enxergar uma pessoa recatada e incapaz, mas uma corajosa e ousada.
Haverá invejosos, curiosos e muitos que duvidarão de você; mas tu saberás mais do que ninguém o quanto poderás emanar; ou seja, és aquilo que acreditas. Trace seu plano de metas, plante, passe por cima de todos os obstáculos, vença e boa colheita!
Por Lorena Morais
Créditos da fotografia: Sandrine Souza

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Tudo aquilo que senti

Foto: Edson Vasconcelos

O instante parou quando pegastes em minhas mãos e fizestes com que teus lábios tocassem a minha face. Olhei nos teus olhos e só eles sabiam daquela vontade escondida.

Lorena Rodrigues

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Ciclo

Passamos nossas vidas esperando pessoas que nos completem, jogando o direito de sermos felizes na mão dos outros e fugindo da nossa culpa. Da culpa de que algo pode dar errado.
Culpar-se é tão indispensável quanto perdoar-se. Com o tempo você vai adquirindo maturidade necessária para superar grandes obstáculos na vida. E vencer.
O mundo capitalista propiciou numa sociedade individualista, que vem perdendo os seus valores. Se mal soubermos nos perdoar, como perdoaremos ao próximo?

Foto: Fernanda Mello




Temos sim que viver, fazer, errar, culpar-se e perdoar-se. Esse é o meu ciclo. Vivo intensamente e não tenho medo de quebrar a cara. Não consigo ser mais ou menos. Meu verbo é sentir. Não adianta evitar, as coisas acontecem quando elas têm que acontecer. Eu acredito.

Lorena Morais

quinta-feira, 9 de abril de 2009

A lua que você me deu


Era noite quando você me convidou. O céu estava estrelado e a lua cheia. A melodia da natureza nos proporcionou uma bela canção e brilho do luar refletiu nas águas daquele “grande mar”. Senti tudo aquilo como uma energia que você diz existir entre nós – seres humanos. Mas energia maior foi estar a seu lado, sentir teu cheiro, toque, beijo... Ouvir tuas palavras, a tua poesia.
Como tudo na vida tem um momento mágico, esse é o nosso momento mágico. A descoberta da nossa identidade, dúvidas, medos, sonhos e conquistas. Com você minhas pernas tremem, os batimentos cardíacos aceleram, o sorriso fica suave, a voz doce e a querência do querer mais intensa do que nunca. Porque além de eu acreditar em mim, existe alguém que também acredita e me faz aflorar um brilho que até então estava escondido em pensamentos ou vontades. Alguém que enxerga o que os meus olhos querem dizer e faz-me enxergar os caminhos a seguir.
O melhor presente que recebi naquela noite - em que nossos corpos se entrelaçaram e novamente entraram em sintonia -, além da sua presença, foi a lua que você me deu. Ela trouxe-me o brilho da felicidade e a certeza de que tudo aquilo que me aflige, passará. Bem sabe o “mestre” tempo, que faz de nós eternos aprendizes do viver.
Todos podem dizer quem é cada um de nós, entretanto somente as estrelas, a lua e aquelas águas sabem dizer quem somos nós. Os únicos a presenciar e a entender o instante mágico.
E quando olhar àquela lua novamente, lembrarei do que sinto quando te tenho e de tudo aquilo que me falou.
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