sábado, 26 de fevereiro de 2011

Mas quando vier me procurar...

"E não adianta nem me procurar em outros timbres e outros risos... Eu estava aqui o tempo todo, só você não viu" (Na sua estante, Pitty)

Imagem do Google
Quando vier bater a minha porta, não mais estarei. Quando for me procurar no trabalho, dirão que nunca mais apareci. Quando for a faculdade, a sala estará vazia. Não me encontrará mais naqueles shows que eu frequentava aos sábados. Nem no meu bar preferido. Irá me procurar no cais, no jardim, na janela, no pico mais alto da cidade... e mais uma vez não estarei. Vai me mandar e-mails e não irei responder. Vai me ligar e o telefone estará na caixa de mensagens. Vai me gritar e não irei escutar. Vai caminhar dias e dias a minha procura, por ruas e becos, ladeiras e avenidas, escadarias e praça... e não vai me achar.

Um dia não encontraremos o que a gente procura porque fizemos questão de jogar fora.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A praça


Enquanto anoitece em um dia de verão, vejo o rio correr e sinto a brisa refrescante da maré enchendo. E do outro lado da margem do rio, as luzes da cidade presépio refletem no espelho d'água. Do lado de cá, um cachorro late, um casal de idosos estão sentados no banco da praça, um senhor sorri ao meu lado, crianças passeiam de bicicleta e pessoas fazem sua caminhada rotineira.

Como não fazer daquela praça o meu refúgio? Para onde tanto já fugi de bicicleta na infância, que corri no chafariz sem água, que tanto namorei, brinquei de comidinha com as flores e pega-pega. Praça que já foi ponto de encontro da turma na adolescência [e eu tinha que ir embora na melhor hora por causa do horário] e que por tantas vezes viajei nas minhas leituras...

Uma praça com àrvores, flores e bancos que marcam nomes de muita gente que daquela cidade fez parte. Famílias, gerações... A praça que até hoje busco para mergulhar em meus pensamentos...

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